Curso de Formação de Formadores em Promoção da Saúde: Articulações entre Educação Popular e Educação a Distância em Territórios Vulnerabilizados durante a Pandemia de COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.18264/eadf.v16i1.2719Palavras-chave:
Formação de formadores, Educação popular, Metodologias Ativas, Promoção da Saúde, COVID-19Resumo
A pandemia de COVID-19 evidenciou a fragilidade das ações territorializadas em saúde e a necessidade de maior participação comunitária no enfrentamento da emergência sanitária em áreas urbanas vulnerabilizadas. Nesse contexto, lideranças comunitárias da Baixada Fluminense mobilizaram-se conjuntamente com pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) na busca por estratégias locais de promoção da saúde e vigilância popular. O presente estudo descreve uma experiência formativa voltada à preparação de agentes populares de vigilância epidemiológica de base comunitária para atuarem como multiplicadores de ações promotoras da saúde em comunidades vulnerabilizadas de municípios da Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. Participaram do curso moradores das comunidades, incluindo lideranças comunitárias e indivíduos com formação prévia na área da saúde, inseridos em seus próprios territórios de atuação. A proposta formativa fundamentou-se na Educação Popular em Saúde, utilizando a Educação a Distância (EaD) como modalidade de ensino e metodologias ativas como estratégia pedagógica. Adotou-se abordagem qualiquantitativa, baseada na aplicação de questionários com perguntas abertas e fechadas e na análise de registros produzidos durante as atividades formativas, incluindo nuvens de palavras elaboradas a partir das produções dos participantes. Os resultados demonstraram que o curso favoreceu processos de reflexão crítica sobre as condições sociais e sanitárias presentes nos territórios, contribuindo para o fortalecimento comunitário e para o desenvolvimento de ações coletivas voltadas à promoção da saúde. Observou-se, ainda, ampliação da capacidade dos participantes para identificar problemas relacionados aos Determinantes Sociais da Saúde, elaborar estratégias colaborativas e produzir materiais educativos contextualizados às realidades locais. A experiência evidenciou que processos formativos em EaD fundamentados na participação social, na escuta ativa e na valorização dos saberes territoriais podem contribuir para o fortalecimento da autonomia comunitária e para a construção de respostas locais em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19.
Palavras-chave: Educação popular em saúde. Formação comunitária. COVID-19. Vulnerabilidade social. Ensino a distância.
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