Editorial v. 6, n. 2 (2016) – Uma Edição Olímpica

Esteban Moreno, Luiz Gustavo Ribeiro Rolando

Resumo


No ano de 776 a.C., realizou-se a primeira edição dos Jogos Olímpicos – como chamamos hoje – na cidade de Olímpia, na Grécia. Nessa localidade, a cada quatro anos, reuniam-se os atletas esportivos para honra e glória do todo-poderoso Zeus. A primeira e mais nobre das modalidades era o "stadium", em que os atletas corriam nus uma distância do estádio de Olímpia (192,27 m).

Após um longo intervalo sem jogos, o Barão Pierre de Coubertin idealizou em 1894 um plano para a realização dos Jogos Olímpicos inspirados no exemplo da Antiguidade grega. Sua preocupação era educacional; via na experiência olímpica um exemplo para os jovens adquirirem hábitos mais saudáveis. Para relembrar a glória da Grécia Antiga, Coubertin e seus colaboradores trouxeram à tona a criação da maratona, inspirada na lenda grega de Fidípedes. Conta-se que no ano de 490 a.C. este soldado teve a missão de dar a notícia da vitória ateniense contra o exército persa; para isso deveria correr o mais rápido possível da planície de Maratonas até Atenas, a cerca de 40 km. Caso contrário, em 24 horas, as mães, temendo a chegada dos persas, estavam instruídas a matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se. O herói conseguiu seu intento, salvando seus concidadãos; entretanto, morreu logo após, em função do sobre-esforço.

A capa desta edição faz uma homenagem à 31ª Olimpíada, ocorrida neste mês na cidade do Rio de Janeiro. O evento ganhou grandeza planetária, com 206 países participantes e mais de 11 mil atletas disputando 306 medalhas. Coordenar a complexidade de um evento desse porte seria impossível sem os aportes tecnológicos modernos que, certamente, teriam poupado a vida do soldado-corredor Fidípedes.

 

Esta edição conta com 12 artigos de pesquisadores em busca de analisar, compreender e propor ações de ensino-aprendizagem, seja em sistemas semipresenciais, em processos totalmente on-line, seja no uso de ferramentas próprias da Educação a Distância no apoio ao ensino presencial.

Nesta edição há um conjunto de artigos que destacam a prática docente na EaD. Começamos com Bokums e Maia, que discutem a relação das tarefas pedagógicas interativas com os traços de personalidade dos professores. Os resultados obtidos indicam que os professores extrovertidos optaram por tarefas com maiores demandas sociais, já os professores introvertidos apresentaram maiores pontuações em tarefas com ênfase em demandas cognitivas. Tenório et al. exploram a carência de capacitação dos professores quanto às tecnologias disponíveis no Moodle, como as ferramentas Notas e Relatórios do Moodle. Lengler et al. discutem, para além da questão técnica, um conjunto de competências docentes necessárias para a prática na Educação a Distância. Segundo os autores, os docentes devem potencializar suas competências técnicas relacionadas ao domínio pedagógico e ao domínio comunicativo.

Na sequência, apresentamos artigos que lidam com a criação de cursos e materiais didáticos até a percepção de alunos egressos de um curso de graduação a distância, passando pela análise do uso de ambientes virtuais de aprendizagem em relação à percepção dos alunos, a atuação dos tutores e a adoção de estratégias de “gamificação”.

Nesta edição, contamos também com dois trabalhos internacionais: um estudo realizado na Espanha, no qual a experiência de aprendizagem em um programa semipresencial de língua e cultura espanhola indicou a preferência dos estudantes por atividades relacionadas às habilidades visuais e auditivas; e um estudo oriundo de Portugal, em que os autores analisaram pesquisas relacionadas à autorregulação da aprendizagem na Educação a Distância, publicadas no Brasil e em Portugal. Esses dois estudos fortalecem o papel da EaD em Foco como importante veículo de comunicação no contexto ibero-americano, iniciado com a publicação dos melhores trabalhos apresentados no XVI Encontro Ibero-americano de Educação Superior a Distância (v. 5 nº 1, 2015).

Todos os artigos merecem uma medalha olímpica! Desta vez, não mais em honra a Zeus, mas à união dos povos em busca de uma educação mais qualificada e acessível a todos.

Ótima leitura!

Editores.

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Editorial

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DOI: https://doi.org/10.18264/eadf.v6i2.470



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