O Ensino Remoto Emergencial no Curso de Licenciatura em Música
Palavras-chave:
Pandemia da Covid-19, Estratégias pedagógicas emergentes, Tecnologias na educação musicalResumo
A pandemia do SARS-CoV-2 (Covid-19) impôs grandes desafios às instituições de ensino superior de música no Brasil, exigindo medidas restritivas, como o Ensino Remoto Emergencial (ERE), para conter a propagação do vírus. Apesar das dificuldades, esse período abriu espaço para reflexões sobre novas metodologias de ensino e aprendizagem, sobretudo com a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). No entanto, os impactos dessas práticas ainda são pouco investigados no campo da educação musical. Este estudo teve como objetivo analisar comparativamente as metodologias empregadas nos cursos de Licenciatura em Música durante o ERE. Para isso, foram definidos critérios de busca em publicações da revista da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), no período de 2020 a 2023. Os descritores utilizados foram: “Educação musical”, “Licenciatura em música”, “Práticas de ensino”, “Ensino remoto emergencial” e “Pandemia”. Os resultados apontaram apenas dois trabalhos que atenderam aos critérios estabelecidos. Ambos ressaltaram a relevância da integração das TIC no ensino de música, destacando também a centralidade do professor no processo e a necessidade de sua formação contínua. Observou-se, ainda, que a adaptação de métodos e formas de avaliação foi considerada fundamental para a manutenção da qualidade no processo educativo durante e após o ERE. Os avanços obtidos nesse período reforçam a necessidade de equilibrar inovação pedagógica e integração das TIC com a valorização da formação docente, estimulando criatividade e flexibilidade como condições essenciais para o fortalecimento da educação musical.
Palavras-chave: Pandemia da covid-19. Estratégias pedagógicas emergentes. Tecnologias na educação musical.
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