Classificação de Risco em Urgência e Emergência: Demandas de Enfermeiros para o Desenvolvimento de Simulação Clínica Virtual
DOI:
https://doi.org/10.18264/eadf.v16i1.2660Palavras-chave:
Emergências, Classificação de risco, Tecnologia em enfermagem, Educação permanenteResumo
Esse estudo teve como objetivo identificar, a partir da experiência de enfermeiros atuantes na classificação de risco, as demandas mais relevantes para subsidiar o desenvolvimento de uma tecnologia educacional inovadora baseada em Simulação Clínica Virtual, em serviços de urgência e emergência brasileiros. Trata-se de estudo observacional do tipo open survey norteado pela ferramenta CHERRIES (Checklist for Reporting Results of Internet E-Surveys). Foi realizado um instrumento piloto para coleta de dados e após a validação, foi amplamente divulgado. A coleta de dados ocorreu durante o mês de julho de 2025, com apoio institucional da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), utilizando amostragem não-probabilística por conveniência, com a técnica “bola de neve”, para compor a amostra de 27 enfermeiros, de diferentes regiões do Brasil. Foram incluídos enfermeiros com atuação ativa em classificação de risco nos serviços de urgência e emergência brasileiros, públicos ou privados. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo de Bardin, resultando em três categorias temáticas: trajetória profissional e experiência na enfermagem; critérios para tomada de decisão na classificação de risco; e, conhecimento e interesse em Simulação Clínica Virtual na classificação de risco. Os resultados evidenciaram que, embora a classificação de risco exija julgamento clínico apurado e raciocínio rápido, a formação dos profissionais é empírica e heterogênea. Foram identificados como cenários clínicos prioritários dor torácica, crise de ansiedade, dor abdominal e cefaleia. A ausência de experiências prévias com simulação virtual, aliada ao elevado interesse dos participantes, reforça o potencial dessa tecnologia como ferramenta estratégica para a segurança do paciente.
Palavras-chave: Emergências. Classificação de risco. Tecnologia em enfermagem. Educação permanente.
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