Inteligência Artificial na Educação a Distância: Uma Análise Crítica à Luz do Pensamento Complexo
DOI:
https://doi.org/10.18264/eadf.v16i1.2895Palavras-chave:
Educação a distância, Algoritmos, Regulação, Complexidade, Inteligência artificialResumo
A inteligência artificial (IA) tem sido incorporada de forma crescente à educação, especialmente na modalidade a distância (EaD), reconfigurando práticas pedagógicas, modelos de gestão e processos formativos. Apesar desse avanço, observa-se a predominância de práticas que tratam a IA de maneira instrumental, desconsiderando suas implicações epistemológicas, éticas e regulatórias. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo analisar criticamente a incorporação da IA na EaD à luz do pensamento complexo, articulando três eixos analíticos: regulação educacional, ética e vigilância algorítmica e complexidade da IA na educação. Metodologicamente, trata-se de um estudo teórico-crítico, fundamentado em autores como Edgar Morin, Lucia Santaella e Brent Mittelstadt, além da análise de marcos regulatórios recentes da educação superior brasileira. Os resultados evidenciam que a IA não se limita a um recurso técnico, mas atua como elemento estruturante que reconfigura o sistema educacional, produzindo simultaneamente potencialidades e desafios a serem tensionados. Conclui-se que a incorporação da IA na EaD exige abordagens integradas, capazes de articular inovação, responsabilidade institucional e formação humana, superando tanto perspectivas tecnicistas quanto leituras simplificadoras do fenômeno. Nessa direção, o pensamento complexo emerge como base epistemológica capaz de orientar, de forma crítica e integrada, a implementação da IA em estruturas de EaD.
Palavras-chave: Educação a distância. Inteligência artificial. Algoritmos. Regulação. Complexidade.
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Referências
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