Ensino Remoto Fora da Pandemia: Quem Cursaria? Um Estudo de Caso em uma Universidade Comunitária

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18264/eadf.v12i2.1679

Resumo

O artigo compara o perfil de alunos que responderam que cursariam uma disciplina remota mesmo fora do contexto da pandemia, com o foco na comparação entre alunos mais jovens (16 a 24 anos) e alunos adultos (25 anos ou mais). A análise considera dois conjuntos de explicações: 1) informações sobre o aluno, como sexo, período em que está matriculado e carga horária de dedicação ao curso e características do curso em que está matriculado e 2) dificuldades que enfrentaram com a implementação do ensino remoto. Os dados são provenientes de uma pesquisa de autoavaliação institucional interna, realizada no primeiro semestre de 2020. A técnica de análise utilizada foi a de análise de correspondência, além da análise descritiva dos dados. Os principais resultados apontam que os alunos mais velhos e interessados em cursar uma disciplina remota estão matriculados nos períodos finais dos cursos e dedicam menor número de horas semanais aos estudos. Quanto às dificuldades, o grupo mais jovem relata, com maior frequência, falta de concentração, enquanto os mais velhos relatam dificuldades de ordem tecnológica. Mas, os alunos que fariam uma disciplina remota não estão associados a nenhuma dificuldade. Os dados apresentados revelam que o perfil do aluno que se interessa pelo ensino remoto mesmo em um contexto fora da pandemia se aproxima daquele que opta pelo ensino à distância, e que a experiência de cada aluno no contexto da pandemia e do regime letivo remoto aponta para uma maior ou menor resistência ao ensino remoto, em um contexto fora da pandemia.

 

Palavras-chave: Ensino remoto. Pandemia da COVID-19. Perfil discente. 

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Biografia do Autor

Maria Carolina Tomás, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004), mestrado em Demografia pela UFMG (2007) e pela University of California at Berkeley (2008), mestrado em Sociologia (2010) e doutorado em Sociologia e Demografia (2012) pela University of California, Berkeley. Atualmente é Professora no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC MINAS, Coordenadora do Núcleo de Avaliação e Pesquisa em Ensino Superior (NAPES) e Presidente da Comissão Própria de Avaliação (CPA/PUC Minas) . Atua nas seguintes áreas: Estratificação Social, Família, Raça, Formulação e Avaliação de Políticas e Métodos Quantitativos.

Otaviano Francisco Neves, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Possui graduação em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais (1996), mestrado em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001) e doutorado em Tratamento da Informação Espacial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2015). Atualmente é professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Liza Fensterseifer, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2001), mestrado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2003) e doutorado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2008). Atualmente é professora adjunta da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Avaliação Psicológica e Psicologia Clínica.

Gabrielle Alves Chagas, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Pesquisadora Independente

Rua Deputado Salim Nacur, 173/103, Santa Amélia, Belo Horizonte, MG, 

Referências

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Publicado

2022-06-07

Como Citar

Tomás, M. C., Neves, O. F., Fensterseifer, L. ., & Chagas, G. A. (2022). Ensino Remoto Fora da Pandemia: Quem Cursaria? Um Estudo de Caso em uma Universidade Comunitária. EaD Em Foco, 12(2). https://doi.org/10.18264/eadf.v12i2.1679

Edição

Seção

Estudos de Caso

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