Discussões Envolvendo a Semipresencialidade na Formação do Professor de Física

Cleice T. Werner da Rosa, Bianca Stéfani Vieira, Antonio Vanderlei Dos Santos

Resumo


O presente estudo investiga uma disciplina curricular operacionalizada na modalidade semipresencial, avaliando sua pertinência de acordo com os atores envolvidos. O foco centra-se na análise da percepção do professor e dos acadêmicos da disciplina e justifica-se pelo fato de que, ao mesmo tempo que essa modalidade se revela uma comodidade para os alunos, tem apresentado entraves que limitam sua utilização. A disciplina escolhida para análise apresenta 50% de sua carga horária em atividades na modalidade semipresencial e recorre à plataforma Moodle para desenvolver tais atividades. Para a coleta dos dados, utilizou-se entrevista semiestruturada com o professor da disciplina, além de questionário com os alunos que já cursaram a disciplina. Como resultado, o estudo apontou que, na percepção do professor, a modalidade se revela com dificuldade para os alunos que não têm o hábito de acessar os materiais no tempo correto e se mostram desorganizados para realizar as atividades. Em termos dos alunos, o estudo identificou que grande parte dos alunos tem familiaridade com o computador, mas que o uso da plataforma Moodle se mostra uma dificuldade nesse tipo de modalidade. Além disso, os alunos apontam problemas operacionais com a plataforma e a falta da presença do professor para auxiliar.


Palavras-chave: Ensino semipresencial, Física, Formação de professores.

 

 

Discussions Involving Semipresenciality in Physical Teacher Training

Abstract


The present study investigates a curricular discipline operationalized in a blended learning modality, evaluating its potentiality and challenges. The focus is the analyze of the teacher’s perception and of the discipline’s academics and it is justified by the fact that, in the same time as the modality reveals to be a convenience to the students, it has presented hindrances that limit its use. The discipline chosen to be analyzed presents 50% of the workload in activities in blended learning mode and resort to the Moodle platform to develop such activities. For data collection, was used an half structured interview with the discipline’s teacher and a quiz with the students that had already attended the discipline. As a result, the study points that in the teacher’s perception the modality reveals to be difficult to students that don’t have the habit to access the materials in the correct time and show to be unorganized to realize the activities. In terms of the students, the study identified that most of the students have familiarity with the computer, but the use of Moodle Platform shows to be a difficulty in this type of modality. Besides that, students point a operational problem with the platform and the lack of presence of the teacher to help.


Keywords: Blended learning, Physical, Teacher’s formation.


Palavras-chave


Ensino Semipresencial; Física; Formação de Professores.

Texto completo:

PDF

Referências


Abreu, R. A. S. Professores e internet: desafios e conflitos no cotidiano da sala de aula. In: Freitas, M. T. A. (Org.). Cibercultura e formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

Aires, M. B. & Raposo, K. C. (2014). Potencialidades e desafios da modalidade semipresencial: um estudo de caso. In: 20º CIAED, CURITIBA. Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) (p.110). Sete Lagoas. Disponível em http://www.abed.org.br/hotsite/20-ciaed/pt/anais/pdf/75.pdf

Arruda, E. P. & Arruda, D. E. P. (2015). Educação a Distância no Brasil: políticas públicas e democratização do acesso ao ensino superior. Educação em Revista, 31(3), 321-338. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/edur/v31n3/1982- 6621-edur-31-03-00321.pdf.

Bertagnolli, S. C., Silveira, S. R., Nunes, E. & Barcelos, L. A. (2008). Potencialidades e desafios da modalidade semipresencial. Revista Novas Tecnologias na Educação, 6(1), p. 1. Disponível em: http://www.seer.ufrgs.br/renote/article/download/14590/8497.

Branco, V. & Haracemiv, S. M. C. (2015). Avaliação do curso de formação de professores no contexto da Educação a Distância. Educar em Revista, Edição Especial 1, p. 157-176. Doi: 10.1590/0104-4060.42113.

Brasil. Portaria nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004. Diário Oficial da União, 13 de dezembro de 2004, seção 1, p.34.

Brasil. Ministério da Educação (2016). Gabinete do Ministro. Portaria nº 1.134, de 10 de outubro de 2016. Acesso em: 04 de maio de 2018, disponível em https://aprender.unb.br/2-uncategorised/12-nova-portaria-do-mec-sobre-aoferta-a-distancia-de-disciplina-dos-cursos-presenciais.

Demo, P. (1998). Questões para a teleducação. Petrópolis: Vozes.

Duarte, R. (2004). Entrevistas em pesquisas qualitativas. Educar em Revista, 24, 213-225.

Fink, L. Dee (2003). Creating significant learning experiences: an integrated approach to designing college courses. San Francisco: Jossey-Bass.

Freitas, M. T. A. (2009). A formação de professores diante dos desafios da cibercultura. In: M. T. A. Freitas (Org.). Cibercultura e formação de professores (pp. 57-74). Belo Horizonte: Autêntica.

Hunt, A.-M. (2015). Blended online learning in initial teacher education: a professional inquiry into pre-service teachers’ inquiry projects. Journal of Open, Flexible and Distance Learning, 19(2), pp. 48-60. Disponível em https://files.eric.ed.gov/fulltext/EJ1082893.pdf.

Litwin, E. (Org.) (2001). Educação a Distância: temas para debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: Artmed.

Machado, N. A. & Cruz, F. A. O. (2012). Mulheres no curso de Física da UFRRJ: uma análise do aumento de ingressantes. In 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). São Luís, MA. Disponível em http://www.sbpcnet.org.br/livro/64ra/resumos/resumos/2305.htm.

Pinto, E. J. S., Amorim, V. G. & Carvalho, M. E. P. (2016). Entre discriminação explícita e velada: experiências de alunas de Física na educação superior.

Revista Diversidade, 4(8), p. 8-16. Disponível em https://www.if.ufrgs.br/~barbosa/barbosa-diversidade-2017.pdf.

Ramal, A. C. (2002). Educação na cibercultura: hipertextualidade, leitura, escrita e aprendizagem. Porto Alegre: Artmed.

Stijn, V. L. & Jan, E. (2017). In search of attributes that support self-regulation in blended learning environments. Education and Information Technologies, 22(4), 1.395-1.454. Disponível em https://eric.ed.gov/?q=blended&id=EJ 1146066.

Triviños, A. N. S. (2015). Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas.

Vergara, S. C. (2007). Estreitando relacionamentos na Educação a Distância. Cad. EBAPE.BR, 5 (Edição Especial), 1-8. Disponível em

http://www.scielo.br/pdf/cebape/v5nspe/v5nspea10.pdf.

Yin, R. K. (2015). Estudos de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman.




DOI: https://doi.org/10.18264/eadf.v8i1.708



Direitos autorais 2018 Revista EaD em FOCO

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

UNIVERSIDADES CONSORCIADAS